O futebol marroquino chora a morte da jovem jogadora de 20 anos Faten Ben Amar El Azizi, vista como uma promessa do futebol feminino do país africano, que morreu ao tentar chegar a nado a Ceuta nos últimos dias. A informação foi confirmada no sábado pelo clube que representava, o Maghreb Atlético Tetuán.
Faten está entre as 88 vítimas mortais da crise migratória que, segundo as autoridades espanholas, levou cerca de 60.000 pessoas a cruzarem a fronteira entre Marrocos e Espanha.
Em comunicado divulgado pela imprensa local e citado pela agência EFE, o emblema marroquino prestou homenagem à atleta, afirmando que o sonho da jovem “terminou antes mesmo de começar”.
O clube destacou que Faten não procurava “notoriedade nem uma aventura”, mas apenas a oportunidade de construir uma vida melhor e acreditava que o seu futuro “estava do outro lado da fronteira”.
A nota acrescenta que a viagem terminou de forma trágica antes de o grupo em que Faten seguia alcançar o destino.
As autoridades marroquinas continuam sem divulgar informações oficiais sobre o número de mortos, feridos ou desaparecidos. Questionadas pela EFE, as instituições do país não responderam aos pedidos de esclarecimento.
Na mesma nota, o Maghreb Atlético Tetuán lamentou o elevado preço pago por muitos jovens que arriscam a vida em tentativas de migração irregular, alertando que essas travessias acabam frequentemente por transformar sonhos em tragédias.
Também a União Marroquina de Futebolistas Profissionais (UMPF) manifestou pesar pela morte de Faten Ben Amar El Azizi através das redes sociais, apresentando condolências à família da atleta.