
Continua a aumentar o número de vítimas mortais nos sismos da Venezuela. Manuel Sardinha, emigrante português, perdeu seis familiares. Esta sexta-feira, à SIC, tinha dado um testemunho poderoso que ilustra bem a situação dramática que a comunidade portuguesa está a viver depois dos sismos.
Já são quase mil as mortes confirmadas, das quais 28 são portugueses e lusodescendentes. Mas a SIC sabe que há pelo menos mais seis vítimas que ainda não estão contabilizadas nos números oficiais.
Tratam-se dos familiares de Manuel Sardinha, um emigrante português na Venezuela que esta sexta-feira tinha relatado, em entrevista à SIC, os momentos de angústia que estava a viver.
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O filho de Manuel foi resgatado com vida dos escombros, mas as duas noras, a neta e outros três familiares próximos não sobreviveram.
Segundo explicou à SIC, a família encontrava-se reunida para celebrar o feriado de São João quando os sismos atingiram a região. No apartamento estavam sete pessoas: o filho Vítor, as noras, a neta Lúcia e os padrinhos da criança acompanhados pelo filho.
Manuel escapou à tragédia por se encontrar a trabalhar num supermercado juntamente com outro dos filhos.
Vivem-se horas de aflição na Venezuela. As equipas de resgate estão em contrarrelógio para tentar resgatar quem ainda está preso nos escombros. Nas últimas horas, o número de mortos dos sismos devastadores subiu drasticamente.
O último balanço aponta para 920 vítimas mortais, entre elas pelo menos 28 portugueses e lusodescendentes, mas as autoridades admitem que pode chegar aos milhares. 50 mil pessoas estão incontactáveis e há ainda registo de 3.360 feridos.